Divagações: Fantastic Beasts and Where to Find Them

O mundo mágico de J.K. Rowling está de volta às telas dos cinemas. Mesmo que tudo esteja diferente, nem parece que já se passaram mais de...

O mundo mágico de J.K. Rowling está de volta às telas dos cinemas. Mesmo que tudo esteja diferente, nem parece que já se passaram mais de cinco anos desde Harry Potter and the Deathly Hallows: Part 2. A magia está intacta.

Obviamente, não estou falando apenas de efeitos especiais, mas não posso negar que eles ocupam um papel primordial. Afinal, o filme se chama Fantastic Beasts and Where to Find Them e é preciso trazer uma boa quantidade de animais fantásticos, que sejam simultaneamente críveis e absolutamente diferentes de tudo o que você já viu antes. Ainda assim, a maior mágica talvez esteja na trilha sonora de James Newton Howard, que ainda bebe fortemente dos acordes de John Williams.

A propósito, talvez você sinta um pouco de falta de feitiços novos, mas é preciso lembrar que não estamos mais na escola. Dessa vez, a história se passa nos anos 1920 e nos Estados Unidos, mas o sotaque inglês ainda é o guia. Newt Scamander (Eddie Redmayne) é um tímido ex-aluno de Hogwarts que trabalha cuidando de criaturas mágicas e escrevendo sobre elas.

Ele decide cruzar o oceano para uma missão aparentemente simples, mas tudo se complica quando alguns animais sob seus cuidados simplesmente fogem de sua maleta mágica. Completamente ignorante sobre a sociedade bruxa estadunidense, Newt conhece uma ex-aurora, Porpentina ‘Tina’ Goldstein (Katherine Waterston), e sua irmã, Queenie (Alison Sudol), ao mesmo tempo em que se expõe como bruxo em frente a um trouxa/muggle/no-maj chamado Jacob Kowalski (Dan Fogler).

A história que se segue envolve uma busca desenfreada pelas criaturas que fugiram, mas o filme não é exatamente sobre isso. Sem querer, os protagonistas acabam envolvidos em algo maior que eles. Há toda uma trama paralela que envolve episódios de destruição de prédios, um grupo de pessoas que tentam denunciar a bruxaria (Samantha Morton, Ezra Miller, Faith Wood-Blagrove) e o antigo supervisor de Tina, Percival Graves (Colin Farrell).

Talvez eu já tenha contado demais. Aliás, quanto menos você souber sobre Fantastic Beasts and Where to Find Them, melhor. O filme possui um roteiro um tanto quanto óbvio – ainda que seja assinado pela própria J.K. Rowling – e algumas reviravoltas podem ser vistas a quilômetros de distância. Como gênero, ele não chega a entrar nos meandros da ação ou do drama, permanecendo no status de aventura fantástica para toda a família que parece extremamente confortável para o diretor David Yates. É ideal para criar uma nova leva de fãs, mas os antigos ficam no aguardo de momentos mais sombrios.

Aliás, para os fãs que se agarraram a qualquer migalha de informação e estavam loucos para saber mais sobre cada um daqueles personagens, talvez a produção deixe um pouco a desejar. Assim como acontece com os filmes de Harry Potter, há muita gente para pouco tempo e você sente que alguns personagens simplesmente têm (ou deveriam ter) mais a contar. O problema é que, nesse caso, não há um livro que garanta mais falas, mais sutilezas, mais pequenos momentos...

Ainda assim, a dinâmica entre o quarteto principal é simplesmente adorável e fica difícil não se deixar levar pela relação entre os personagens e seus momentos de desenvolvimento. É uma pena que (ao menos é o que eu suponho) muita gente vista aqui acabará ficando de fora das continuações – que, aliás, representam mais quatro filmes. Ao contrário do que acontece com Harry Potter, ninguém parece intrinsecamente preso aos ‘acontecimentos históricos’ que devem se seguir, mas é bem provável que tenhamos um pouco mais da presidente Seraphina Picquery (Carmen Ejogo), uma vez que ela é uma figura de poder nesse mundo.

Ainda extasiada por ter voltado ao mundo mágico, afirmo que aguardo ansiosamente pelo próximo filme. Talvez Fantastic Beasts and Where to Find Them não seja a melhor porta de entrada para quem nunca teve contato com feitiços, poções e varinhas, mas ele é, sem dúvida, uma janela encantadora para algo bem mais amplo.

Outras divagações:
Harry Potter and the Philosopher’s Stone
Harry Potter and the Chamber of Secrets
Harry Potter and the Prisoner of Azkaban
Harry Potter and the Goblet of Fire
Harry Potter and the Order of the Phoenix
Harry Potter and the Half-Blood Prince
Harry Potter and the Deathly Hallows: Part 1
Harry Potter and the Deathly Hallows: Part 2

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