A mera ideia de um filme de He-Man já é algo que eu recebi com desconfiança. Quando as primeiras notícias sobre o elenco começaram a sair, percebi que o estranhamento era geral – e que a estratégia dos produtores para lidar com isso era dobrar a aposta. Os nomes divulgados não pareciam fazer sentido e, ao mesmo tempo, a bizarrice era tanta que havia algo de coerente no conjunto. Em resumo, o conceito para Masters of the Universe era assumir que nada nesta propriedade intelectual (na falta de um termo melhor) faz muito sentido e investir na comédia involuntária que surge com isso. O problema talvez tenha sido a falta de outras ideias para complementar, de modo que o resultado acabou sendo meio vazio, descambando para um humor forçado e aparentemente envergonhado do material original. Adam ( Nicholas Galitzine ) é um funcionário de recursos humanos que vive em meio a discursos motivacionais exagerados e tóxicos. Porém, o que realmente o move são as lembranças de uma infância em um lugar...
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