Para começar, preciso admitir que nos últimos tempos estou levemente obcecada com Marguerite Duras e sua obra. Por isso, aceitei rapidamente a chance de ver Hiroshima mon amour , que tem roteiro escrito pela autora. Nesse ponto, ela já era uma escritora reconhecida, mas estava apenas começando no cinema e ainda não tinha entregado algumas de suas principais obras. Ainda assim, é fácil enxergar a autora e seu estilo na obra – embora muitas dessas características se misturem com a estética do período e do diretor Alain Resnais (que estreava no mundo dos longas-metragens). Entre as principais inovações do filme, por exemplo, estão o uso de cortes rápidos para flashbacks e a presença de flashbacks rápidos para memórias intrusivas. Embora isso possa ser atribuído ao cineasta e/ou à edição, quero acreditar que há uma influência de Duras . Além disso, dizem que Jean-Luc Godard afirmou que Hiroshima mon amour era “o primeiro filme sem nenhuma referência cinematográfica”. Supondo que ele se...
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