No livro “Susan Sontag: a entrevista completa para a revista Rolling Stone”, é a própria Susan quem menciona Ai no korida . Ela está respondendo uma pergunta sobre versos de William Blake quando fala que “levar a sexualidade para outro plano onde ela se torna algo psicológico e emocional não funciona muito bem – só funciona quando está controlada ou inibida de alguma forma” (tradução de Paula Carvalho). A frase, assim, torna-se uma deixa para perguntar se Jonathan Cott (o entrevistador) viu o filme de Nagisa Oshima . Com a confirmação dele, que descreve uma sequência que “nunca vai esquecer”, ela segue: “É uma experiência autêntica. Por sorte, acontece com poucas pessoas. Mas é uma ilustração perfeita do que acontece quando não existem freios. Eles foram até o fim, e o fim é a morte”. Polêmico até hoje, Ai no korida ainda gera debates por conta de suas cenas de sexo – que são obviamente reais, diga-se de passagem –, o que também cria certa fascinação ao redor da produção. O filme atin...
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